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pequena nave espacial
Por mais que não pareça, Arthur não é de fato um alienígena. Não veio de uma nave espacial de algum planeta aleatório de uma galáxia distante e desconhecida, mas sim de Toronto, Canadá, em uma madrugada de outono em que nenhum de seus pais esperava uma bolsa estourando e um neném esgoelando algumas horas depois.
Sua infância foi mais calma do que de fato deveria ser, marcada por um pai que constantemente viajava a trabalho e uma mãe que estava tentando fazer a própria marca vingar, o deixando à mercê da sorte de não colocar fogo na própria casa — coisa que ele tentou fazer algumas vezes.
A solidão o fazia explorar muito o próprio mundo, usando da arte e do entretenimento como o seu maior conforto. Via os filmes da Disney e da Pixar quase em loop, gostava de rabiscar nas folhas de papel e, principalmente, era acompanhado dos seus brinquedos, inventando histórias cheias de drama para cada um deles.
A música chegou um pouco tarde em sua vida, já na adolescência, quando precisava entrar em um clube e o único que sobrava era o de música, na posição do saxofone. De início foi relutante, principalmente porque o instrumento precisava de ar demais e Arthur tinha pulmão de menos, mas estar naquela sala, com diversos instrumentos e pessoas tocando em harmonia, fazia uma chama reacender dentro de seu peito.
Nunca pareceu encontrar alguma coisa que de fato fizesse sentido para ele. Todos os seus amigos diziam que queriam ser médicos, veterinários e, para Arthur, essa pergunta sempre foi difícil. Mas estando ali, no mundo musical, os astros finalmente se alinhavam. E a ideia se consolidou quando do saxofone foi para o violão, começando a compor e a cantar, até enfim chegar em seu verdadeiro amor: o piano.
A adolescência não foi tão fácil assim. Sentia como se o único lugar que podia de fato pertencer era quando estava na companhia de um violão. Via todas as bandas e cantores na TV e a única coisa que podia pensar era que queria e muito ser como eles, mas também havia a pressão familiar em escolher uma profissão “de verdade”.As principais brigas começaram justamente nessa época, e foi quando Arthur colocou na sua cabeça que queria ir para o outro lado do planeta viver o seu sonho. O único país que já tinha entrado em contato, fora o Canadá, e que tinha alguém que pudesse compartilhar um pouco da vida, era a Coreia do Sul. Tinha a sua amada vó e era longe o bastante para que os pais não o procurassem, então por que não se mudar para lá?
Movido pela raiva, passou a trabalhar de meio período em uma cafeteria e juntou dinheiro o suficiente para comprar uma passagem só de ida para a Coreia, mas descobriu a realidade da vida assim que chegou.Não tinha lugar para ficar, não queria adicionar um peso na vida da sua avó e imobiliárias não aceitariam um recém formado que não trabalhava e ainda era imigrante. Tudo parecia prestes a cair aos pedaços, mas Arthur nunca foi de desistir fácil, então faria o impossível para provar que ele conseguiria sim viver o seu sonho.
o brilho de uma estrela
Entre indas e vindas em cybercafés, Arthur finalmente arranjou um emprego em uma livraria, e aos poucos a sua vida começava a tomar um rumo mais estável, mas o alien nunca conseguiu ficar quieto por muito tempo sem procurar algum problema para se enfiar, principalmente quando o seu sonho de se tornar um grande cantor estava em jogo.
Começou pequeno, lançando algumas músicas no Soundcloud e usando bastante do TikTok para se divulgar, nem que fosse fazendo graça. Mas a sua vontade, de fato, era trabalhar em conjunto. Ser assim como as bandas que cresceu ouvindo. Queria ser um astro do rock, mesmo que não fosse tão do rock assim.
Foi em uma das noites em Hongdae que viu uma garota com um violão, se apresentando com certo público ao redor, e foi ali que soube que era ela. Gostou da voz, da sua presença, e no final do pequeno show, descobriu que Aurora era a escolhida para fazer o seu pequeno plano ficar gigantesco.A existência da Cosmic Riot veio no meio de uma das intensas jogatinas de League of Legends durante a madrugada. Os dois perderam mais um ARAM, como era de costume, quando Arthur sugeriu que eles deveriam começar uma banda indie espacial, sem mais nem menos, e Rory simplesmente aceitou.
Tudo começou com músicas pequenas na internet, tweets engraçados nas redes sociais, vídeos aleatórios que Arthur compartilhava, e aos poucos eles foram criando uma legião muito fiel de fãs. Eles não tinham um baterista fixo, nem dinheiro, mas estavam tudo de si para ao menos ter o povo ao seu lado.Com a entrada de Andy na guitarra e Alice na bateria, a banda não demorou muito para decolar. Em pouco mais de um ano e com os álbuns gêmeos, a Cosmic parou de ser um projeto de dormitório, assinando com a primeira gravadora e de fato fazendo todas as suas músicas serem mais divulgadas não apenas entre os fãs, mas de verdade dessa vez.Foi com a ascensão da Cosmic que percebia que a música era o seu destino.
Tudo parecia se encaixar perfeitamente, e por mais que houvessem dias ruins, estava ali cercado de pessoas que gostava, tendo todo o apoio do mundo, e podendo escrever tudo que sentia e ainda cantar para pessoas que finalmente pareciam entender o que ele queria dizer.Sentia-se conectado com o garotinho de dez anos assistindo MTV no meio da tarde, vendo o McFly tocar e querendo ser assim como o Tom Fletcher ou o Danny Jones. Conseguia se imaginar sendo assim como eles, com pessoas indo em shows só para vê-los, sabendo as letras, gritando e dançando. O seu coração se enchia de um jeito que ele nem mesmo sabia descrever, mas a sensação era melhor do que qualquer partida ganha de LoL.
As coisas obviamente foram ficando mais sérias e logo tiveram a primeira turnê mundial. Foi aí, talvez, que tudo começou a desandar. Era gratificante, sim, mas igualmente cansativo. Tocar em um dia e, na mesma noite, pegar um avião para ir para outro país... Não poder parar e muito menos descansar, vivia com poucas horas de sono e constantemente em camas novas. Tinha a recompensa de poder conhecer novos lugares e ver os seus fãs, mas no final de longos três meses ele estava completamente esgotado. Não só ele, como todos da banda.Não foi necessário dizer nada, mas todos precisavam de um tempo de descanso, e assim as coisas esfriaram. Arthur e Rory se mudaram para Los Angeles. Alice e Andy ficaram na Coreia do Sul. A banda se partiu em dois, e logo mais os dois membros saíram, trazendo um hiatus pela frente.
No meio de um caos interno de desesperança, Arty decidiu focar mais em sua carreira solo, sentia que era assim que conseguia ao menos ver uma luz no fim do túnel e, para sua surpresa, as pessoas passaram a o acompanhar fora da pessoa animada e divertida, engajando com letras mais pessoais e melancólicas.Sempre usou da música como o seu escudo, dizendo ali tudo que não conseguia colocar para fora em palavras reais, e foi o que realmente o ajudou durante o ano seguinte, além da presença de uma pessoa mais do que especial, que viria a ser o seu futuro noivo.
Com o seu álbum de debut, Hometown Hero, Arty sentia que tinha fãs que estavam ali para ouvir o que ele de fato tinha a dizer. Suas tristezas mais profundas que acabaram se transformando em arte, acabando por tomar gosto pela coisa e não ousando abandonar o sentimento bom que era ser escutado de fato.Fez o total de sete lançamentos em 2025, entre álbuns, eps e singles, sendo reconhecido pela Disney e tendo a chance de fazer parte da trilha sonora de “Elio”, mas no fim até mesmo a mais rápida das naves espaciais precisava de um tempo de descanso.
alerta: pouso nada emergencial
No meio de toda a loucura musical, um pontinho de calmaria pareceu ter surgido na vida do pequeno alien. Conheceu Hyunwoo no meio de um festival de música, mas só foram realmente se conhecer quando a turnê da Cosmic chegou até os EUA, e desde então não passaram um dia sequer sem trocar mensagens.A sintonia dos dois músicos pareceu se ajustar no mesmo momento. Tinham vidas muito diferentes, mas estranhamente pareciam se compreender nos mínimos detalhes. Alguns dizem que o grude foi instantâneo, mas Arthur diz que esperaram até tempo demais para firmarem de verdade.Arthur via Hyunwoo como um planeta muito, muito distante, mas que por algum motivo tinha uma órbita tão forte que acabou desviando o curso natural de sua nave espacial e, em uma curiosidade, o alien decidiu pousar ali. Foi um novo planeta, com novas cores, novos tons bem metálicos, e que fizeram os grandes olhos brilharem em admiração completa. E em pouco tempo a frase "eu sou apaixonado pela sua essência" se tornou estranhamente rotineira.
Para alguém que passou a maior parte da vida não entendendo o que queria e onde era o seu próprio lugar no mundo, havia uma facilidade quase absurda em entender o porquê do seu coração bater mais rápido toda vez que olhava o baixista.Das vezes que dormiram na garagem do prédio de Hyunwoo só porque Arthur estava com saudades, ou até mesmo em silêncios cotidianos que eram preenchidos apenas com o som da respiração de ambos, o amor entre eles foi se construindo lentamente.
E alguns meses depois, entre conversas sobre o futuro, tanto no trabalho quanto na vida pessoal, decidiram começar uma família que ia além dos bichos de estimação que tinham em conjunto. Foi uma decisão grande, mas nem um pouco impensada. Os dois continuaram trabalhando ao longo dos meses, adiantando projetos, tudo pensando que precisariam parar para aproveitar o crescimento da sementinha que estava a chegar.
No dia dezesseis de dezembro Cecilia Lawrence de Oliveira finalmente chegou ao mundo, trazendo consigo o sorriso banguela mais bonitinho que os dois músicos já tinham visto. Ali a vida de Arthur ganhou um novo significado, porque, além de assumir uma nova responsabilidade, estava finalmente quebrando a grande insegurança que tinha de não ser um bom pai.
Os meses seguintes foram completamente dedicados à criação da ovelhinha, mas fazendo alguns trabalhos dentro da própria casa. Arthur nunca conseguiu parar por completo, enlouqueceria se realmente fizesse isso, mas conseguiu, com algumas conversas e muito esforço, se manter na produção musical. Vendeu algumas composições, ajudou artistas com produções não muito trabalhosas, e assim continuou a vida dentro da música, mesmo que de forma mais passiva.
Mas os dedos ainda ansiavam por fazer algo para si. Sentia a necessidade de escrever os seus sentimentos em melodias, de voltar a ativa, interagir com pessoas que o admiravam e ficavam felizes a cada pequena aparição sua, então decidiu que aos poucos tentaria voltar ao mundo da música, e dessa vez de forma bem mais equilibrada.
Sempre foi muito... muito, quase explosivo, criando planos gigantescos, trabalhando incansavelmente e entrando em períodos de extremo cansaço por isso, mas ao seu lado havia alguém para colocar a mão em seu ombro e o lembrar de descansar, e em seu colo tinha uma pequena coisinha que o pedia, indiretamente, que não ficasse =maluco pelo seu próprio bem.
Depois de tanto tempo do pequeno alien navegando sozinho em sua nave espacial, parecia que ele finalmente havia ganhado boas companhias para viajar para planetas novos, ou até mesmo ficar parado no mesmo lugar apenas aproveitando porque sabia que tinha o tempo infinito e muito além disso para desfrutar qualquer aventura que viesse pela frente.
INVASÃO ALIENÍGENA! SE ESCONDA AGORA!
Nome: Arthur ou Artemis Lawrence Nome Coreano: Han Jiwoo (한지우) Apelidos: Arty, Alien, Artie Data de Nascimento: 20 de Setembro de 2000 Altura: 1,69m (1,61m de fem) Nacionalidade: Canadense Atualmente Morando Em: Los Angeles Idiomas: Inglês, francês, coreano
Status de Relacionamento: Noivo de Hyunwoo Kang Família: Han Nari (Mãe), Marvin Lawrence (pai), Cecilia Lawrence de Oliveira (filha), Sierra de Oliveira (cunhada), Adrian Lawrence (primo) Signo: Virgem Zodíaco Chinês: Dragão MBTI: ISFP Ocupação: Cantor, tecladista e bobo em horário integral
✷ COOLWITHIT
Jogos. Animações. Música ( indie, pop punk, rock, punk rock & mais ). Ordem Paranormal. Dinossauros. Bolo de chocolate. Suco de maçã. Meias engraçadinhas. Lego.
NOTSOCOOL ✷
Calor. Aranhas. Mar aberto. Altura. Grosseria & Ignorância. Filmes de terror. Barulhos muito altos. Aglomeração. Escuro. Conflito. Comida apimentada.
✷ FAVORITE LIST
✷ MÚSICAS: Are You Feeling Alive?, Blissed Out, Anna Sun, Black Butterflies and Dejavú, Heavenly✷ ARTISTAS: Hyunwoo Kang, COIN, The Maine, Pale Waves, Broadside✷ FILMES: Zootopia (um & dois), Elio, Homem de Ferro (um, dois & três), A Saga Crepúsculo, Rastros De Um Sequestro✷ SÉRIES: Sherlock Holmes, Sense8, Supernatural, Hora de Aventura, 3%, Heartstopper✷ JOGOS: Stardew Valley, LoL, Unpacking, Cult of The Lamb, Genshin Impact
✷ Possui uma gatinha branca chamada Lulu e um cachorro preto chamado Choco. Sua afilhada é a gatinha do namorado, a grande Gate. Além disso, tem um amor muito grande por lagartos e quer muito um dia adotar um gecko.✷ Além do piano e teclado, toca também violão, guitarra, ukulele, saxofone e flauta doce. Há um bom tempo disse que aprenderia o violino, mas a vontade nunca se concretizou.✷ Apesar de ser um grande músico, possui fobia social e em algumas entrevistas já falou sobre isso.✷ Tem uma coleção extensa de meias que começou por conta de sua vó. Toda vez que a visita, ela dá alguma meia com algum tipo de estampa para ele, e ele as guarda, mesmo que perca algum dos pares.
✷ QUEM É ARTY? EM SEIS MÚSICAS!
memórias em fotos
✷ sua vida em uma playlist

meu bem

ovelhinha

perereca sisi

pão lulu

choco que late

gate O.O

peixe boboca

melzinho na chupeta

dindinha do rock
você chegou ao seu destino... ou será que não?
✷ a viagem ainda não acabou
✶ OOC +20! Player não se sente confortável com amizades com menores de idade. Além disso, o personagem possui um relacionamento fechado.✶ O shape fixo do personagem é o Han Jisung e a Shin Yuna, no entanto é possível haver alguns alts no privado, mas nunca no canal principal.✶ O personagem está sempre disponível para colaborações ou projetos envolvendo o mundo da música!








































